Boas práticas para elaborar processos de usinagem

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Posted on 13th February 2010 by Kleber in Processos e manufatura

Processo, o que é processo?

Processo é uma série de atividades logicamente inter-relacionadas que quando executadas produzem resultados esperados. O processo é a maneira através da qual a empresa transforma insumos em resultados que visam atender as necessidades e expectativas dos Clientes.

Seleção dos processos de usinagem

Os processos de fabricação por usinagem são bastante flexíveis em termos de formatos e dimensões das peças.
O custo e o tempo necessários podem variar bastante.
Para mostrar essa afirmação dentre outras, Gideon Halevi realizou uma pesquisa em que foi solicitado a 37 processistas que elaborassem um plano de processo de fabricação para produzir uma peça com um furo Ø30 mm, comprimento de 30 mm, tolerância no diâmetro de ±0,15mm e rugosidade Ra=7,5. Os processistas sugeriram 12 diferentes planos, todos viáveis, mas com tempos de usinagem variando de 0,13 min a 1,3 min.
Isto ocorre, porque o processo proposto depende muito da experiência anterior, da criatividade de cada um e do conhecimento.
Parâmetros, restrições e decisões na elaboração do plano de processo.
O planejamento de processos de usinagem é um conjunto de tomadas de decisões com o objetivo de encontrar uma maneira eficiente, eficaz e produtiva para transformar uma determinada matéria-prima em produto acabado de modo que maximize a relação homem máquina da empresa.
Ao contrário do que possa parecer, a elaboração do processo não é elementar (1). Requer, além da própria experiência, uma série de conhecimentos específicos em máquinas, ferramentas, desenho mecânico, cálculos, ergonomia, química, estatística, conhecimentos administrativos, transporte e movimentação, contabilidade, planejamento, normas ambientais e assim por diante, porém isso pode variar de empresa para empresa, mas na essência a elaboração de um processo aceitável requer boa parte desses conhecimentos.
Não existe uma regra específica para a elaboração dos processos de usinagem, mas algumas variáveis básicas nunca devem ser esquecidas ou ignoradas, a análise dessas variáveis é um bom começo para a elaboração do processo.
O processista geralmente recebe o desenho e especificações do projeto e só então pode transformar o projeto em linguagem de manufatura. Os parametros de base recebidos pelo processista são:
- Geometria da peça;
- Matéria-prima;
- Exatidão dimensional;
- Acabamento superficial;
- Tolerâncias geométricas;
- Tratamentos térmicos e ou superficiais;
De posse dessas informações iniciais que comumente são dadas pelo projeto, o processista deve identificar, antes de iniciar o processo, quais são as restrições existentes. Abaixo são citadas as restrições básicas, podendo variar de situação para situação. – Especificações e resistência da peça;
- Máquinas disponíveis;
- Ferramentas disponíveis;
- Dispositivos de fixação disponíveis;
- Tecnologia disponível.
As restrições devem ser tecnológicas e independentes da seqüência de operações e máquinas escolhidas, como por exemplo, a relação entre a força de usinagem e a deflexão da peça, a deflexão permitida depende da tolerância dimensional e de forma, a relação entre avanço e acabamento superficial, e assim por diante.
De posse dessas informações pode-se então:
- Selecionar o tipo de processo;
- Selecionar a máquina;
- Selecionar o tipo de fixação;
- Selecionar as ferramentas;
- Detalhar as operações;
- Selecionar as trajetórias;
- Selecionar as condições de usinagem.
Vale ressaltar que existem premissas básicas para a elaboração dos processos de usinagem, porém a experiência e o conhecimento técnico serão de vital importância para um projeto de processo aceitável.
No próximo post falarei sobre as boas práticas para a otimização dos processos de usinagem.

(1) veja a reportagem “usinagem tipo exportação”

http://kleberfurlani.com

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