Tempo padrão

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Posted on 16th December 2009 by Kleber in Processos e manufatura

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Como citado no post anterior o emprego das ferramentas da produção enxuta é uma alternativa inquestionável para qualquer empresa e que gera resultados fantásticos, porém, essas ferramentas e sistemas de produção foram implantados com sucesso em grande parte das grandes indústrias, e outras pequenas e médias organizações usufruem da potencialidade dessas, mas não raro encontrarmos indústrias que relutam em sequer ouvir sobre essas ferramentas e sistemas de produção. Isso se da pelo desconhecimento dessas e pelo desconhecimento sobre o básico de qualquer sistema produtivo em indústrias:

Tempos de produção.

A motivação que surgiu para escrever esse texto foi em primeiro lugar a vontade de expressar minhas ideias em escrita e o outro fator é tentar, mesmo que de forma discreta convocar proprietários de empresas a refletir sobre o tema.

No Brasil as faculdades de Engenharia e Tecnologia (com exceção de algumas) ainda hoje não dão ênfase a esse tema, ou quando é parte do conteúdo programático é apresentado de forma superficial.

O meu estimado professor o Engº Itys fides comenta em seu livro tempos e métodos que “tempos e métodos no Brasil chegou com as multinacionais e ficou restrito a essas empresas, que usufruem de toda sua potencialidade enquanto que as empresas brasileiras que representam tecnológica nacional pura relegam a sua utilização a um segundo plano, devido ao descrédito dos administradores da terra, na técnica e nas suas possibilidades, descrédito esse causado pelo desconhecimento do que representa a análise do método, do que é um padrão de trabalho, da diferença entre eficiência e produtividade, enfim da importância da organização científica do trabalho, com todas as suas variáveis, nas tomadas de decisões, objetivando sempre a redução de custo de forma coerente e progressiva.” O que adianta os nossos técnicos e engenheiros conhecerem todas as filosofias de trabalho que estão na moda se não conseguem enxergar o básico de um sistema produtivo. Continuando Itys fides ainda afirma que “o assunto era obrigatório em todas as universidades dos Estados Unidos nos cursos de engenharia, economia e administração na década de 20 e no Brasil, profissionais com essa formação desconhecem o assunto, nem mesmo ouviram falar de alguma coisa relativa nos bancos escolares”.

Faça um teste e tente procurar sobre MTM na Wikipédia em português e em inglês!

Esse descaso com temas tão importantes chegam a levar indústrias a falência como já pude presenciar.

Isso não é particularidade das pequenas ou médias indústrias, mas também de algumas indústrias de grande porte.

Um caso muito famoso é o da empresa Metal Leve uma indústria do ramo de autopeças que era considerada uma excelência em tecnologia e qualidade. Essa empresa não teve como suportar a redução de preços em até 30% da concorrente Mahle conforme citado no livro A produtividade no chão de fábrica Dalvio Ferrari Tubino (1999).

Não que tempos e métodos tenha sido o fator determinante nesse caso, pois, como sabemos existem outros fatores, como por exemplo, os fatores externos que são difíceis de serem controlados, mas pode sim ser considerado um fator de insucesso.

Partindo da premissa de David Norton e Robert KaplanO que não se mede não se pode gerenciar” podemos fazer a seguinte analogia:

Com tempo padrão tem-se o custo padrão que dará condições de formar o preço padrão e ainda medir a produtividade e a eficiência produtiva.

Em minha opinião o tempo padrão é o alicerce de qualquer sistema produtivo.

http://kleberfurlani.com

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